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Indústria

Audiência do IRS Coloca a Regra de Dedução de 90% para Perdas no Poker Sob Pressão

Uma audiência do IRS em 17 de julho sobre a regra de dedução de 90% para perdas em apostas, prevista na Big Beautiful Bill, recebeu depoimento do especialista tributário Gary Kondler, que alertou par…

TiltSlayer
Por · 6 min de leitura
Audiência do IRS Coloca a Regra de Dedução de 90% para Perdas no Poker Sob Pressão

A nova regra de dedução de 90% para perdas em apostas, incluída no pacote fiscal americano conhecido como “Big Beautiful Bill”, já está sob forte pressão de especialistas tributários que atendem jogadores de poker, depois que a Receita Federal dos Estados Unidos, o IRS, promoveu uma audiência pública em 17 de julho de 2026 sobre a implementação da mudança a partir do ano fiscal de 2026.

Até agora, quem declarava imposto de forma detalhada podia abater 100% das perdas em jogos de azar contra os ganhos, o que significava pouco ou nenhum imposto sobre apostas em um ano de resultados equilibrados. Com a nova regra, apenas 90% dessas perdas podem ser deduzidas, o que abre a possibilidade de alguém fechar o ano no prejuízo e ainda assim receber cobrança de imposto.

O Que Muda com a Regra de Dedução de 90% para Perdas

A mudança parece pequena no papel, mas o efeito se acumula rapidamente para quem joga com frequência, o que descreve boa parte dos jogadores de poker sérios. Em vez de as perdas compensarem os ganhos centavo a centavo, o fisco reconhece apenas 90 centavos de cada dólar perdido como dedução válida. Os 10% restantes viram renda tributável, mesmo sem o jogador ter embolsado esse valor.

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Para quem joga ocasionalmente e tem oscilações pequenas, a diferença pode ser irrelevante. Já para quem movimenta somas grandes em cash games e torneios ao longo do ano, o espaço entre o que foi realmente ganho e o que o IRS considera tributável pode se tornar significativo.

Kondler & Associates Depõe na Audiência do IRS

Entre os especialistas no painel do IRS estava Gary Kondler, da Kondler & Associates, escritório de contabilidade e consultoria tributária conhecido na comunidade do poker por representar profissionais. Segundo a PokerNews, Kondler argumentou que a nova regra não atende ao padrão de “previsibilidade e consistência” exigido pela Executive Order 13563, norma que orienta como regulamentações federais devem ser desenhadas e revisadas.

Kondler também levantou uma preocupação prática sobre a carga de trabalho do IRS: a confusão gerada entre contribuintes tende a produzir uma onda de notificações e correspondências, custando mais em burocracia do que a arrecadação extra prevista com a mudança.

Outro ponto tratou do chamado método de sessão, alternativa que calcula ganhos e perdas por sessão de jogo, em vez de somar tudo em um balanço anual. Kondler apontou que a orientação estadual sobre esse método ainda é escassa, e que a definição do que conta como uma “sessão” continua pouco clara, especialmente sob acordos de parceria ou staking, prática comum entre profissionais.

O Problema da “Renda Fantasma”

O conceito central do debate ganhou o apelido de “renda fantasma”. Descreve uma situação em que o jogador ganha uma quantia grande em uma sessão, perde outra quantia grande em outra, e termina o ano no zero a zero ou no prejuízo, mas ainda assim deve imposto porque as perdas não podem mais compensar totalmente os ganhos sob o novo teto de 90%.

Na prática, um jogador de poker pode ter um ano ruim nas mesas, sair com menos dinheiro do que começou, e mesmo assim pagar imposto ao IRS. Críticos argumentam que isso transforma uma atividade legal, recreativa ou profissional, em algo com penalidade financeira embutida, separada do risco normal de perder no jogo.

Por Que o Método de Sessão Não é uma Solução Simples

Defensores do método de sessão o apontam como forma mais justa de tributar apostas, pois mede os resultados mais próximos da forma como o jogador vive sua banca, sessão por sessão, em vez de um único balanço anual. Mas, como o depoimento de Kondler deixou claro, o método só funciona bem se houver orientação clara por trás dele.

Sem regras estaduais bem definidas, contribuintes ficam sem resposta para perguntas básicas: quanto tempo dura uma sessão, se um torneio de vários dias conta como uma ou várias, e como dividir os ganhos entre jogadores que compartilham resultado por staking, prática comum em grandes eventos como os que explicamos em nosso guia da WSOP. Sem definições padronizadas, mesmo quem tenta declarar corretamente pode ter dificuldade em calcular o que deve.

O Que Isso Significa para Jogadores Amadores e Profissionais

Para quem joga ocasionalmente, a regra talvez não mude muito na prática, já que os ganhos e perdas costumam ser modestos. Já para jogadores de alto volume e profissionais, o impacto é maior. Um profissional com grandes vitórias e grandes derrotas ao longo do ano, simplesmente a natureza do poker de torneio, pode ver diferença considerável entre a renda real, líquida, e a renda tributável pela nova fórmula.

Segundo a PokerNews, todos os que se manifestaram na audiência de 17 de julho concordaram em um ponto: pediram ao IRS que restabeleça a dedução integral de 100%. A preocupação comum é que a regra desestimule a participação em uma atividade legal, e que o setor de jogos, incluindo o poker ao vivo, veja menos participantes conforme os jogadores considerem essa nova exposição fiscal antes de decidir jogar.

O poker segue sendo um jogo que deve ser praticado com responsabilidade. Jogadores devem apostar dentro de seus limites financeiros, tratar o poker como entretenimento e não como fonte garantida de renda, e buscar ajuda caso o jogo deixe de ser uma escolha consciente. Apenas maiores de 18 anos, ou a idade mínima legal em cada jurisdição, devem jogar poker por dinheiro real.

Nada neste conteúdo deve ser entendido como aconselhamento fiscal ou jurídico. O depoimento acima reflete posições apresentadas em uma audiência federal, e jogadores com dúvidas sobre como a regra afeta sua própria declaração devem consultar um profissional de contabilidade qualificado.

FAQ

O que é a regra de dedução de 90% para perdas em apostas?

É uma medida do pacote fiscal “Big Beautiful Bill” que limita a dedução das perdas em jogos de azar a 90% dos ganhos, a partir do ano fiscal de 2026 nos Estados Unidos, contra os 100% permitidos antes, o que pode deixar jogadores devendo imposto mesmo em um ano de prejuízo ou empate.

Quem depôs na audiência do IRS de 17 de julho sobre essa regra?

Gary Kondler, da Kondler & Associates, escritório conhecido por representar profissionais de poker, foi um dos que depôs, levantando preocupações sobre a falta de previsibilidade da regra, a sobrecarga administrativa para o IRS e as dúvidas ainda não resolvidas sobre o método de sessão.

Como essa regra pode afetar jogadores profissionais de poker?

Profissionais com grandes oscilações entre sessões vencedoras e perdedoras podem enfrentar a “renda fantasma”, pagando imposto sobre valores que não refletem seu resultado líquido real no ano, motivo pelo qual todos os depoimentos na audiência pediram, de forma unânime, o retorno da dedução integral de 100%.

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Perguntas Frequentes

O que é a regra de dedução de 90% para perdas em apostas?

É uma medida do pacote fiscal "Big Beautiful Bill" que limita a dedução das perdas em jogos de azar a 90% dos ganhos, a partir do ano fiscal de 2026 nos Estados Unidos, contra os 100% permitidos antes, o que pode deixar jogadores devendo imposto mesmo em um ano de prejuízo ou empate.

Quem depôs na audiência do IRS de 17 de julho sobre essa regra?

Gary Kondler, da Kondler & Associates, escritório conhecido por representar profissionais de poker, foi um dos que depôs, levantando preocupações sobre a falta de previsibilidade da regra, a sobrecarga administrativa para o IRS e as dúvidas ainda não resolvidas sobre o método de sessão.

Como essa regra pode afetar jogadores profissionais de poker?

Profissionais com grandes oscilações entre sessões vencedoras e perdedoras podem enfrentar a "renda fantasma", pagando imposto sobre valores que não refletem seu resultado líquido real no ano, motivo pelo qual todos os depoimentos na audiência pediram, de forma unânime, o retorno da dedução integral de 100%.

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